Professores e educadores de 147 municípios baianos se reúnem em África , de 17 a 21 de maio, para participar da formação do Programa Escola Ativa, voltado para melhorar o desempenho escolar dos estudantes da homem do campo. O programa já atende 183 mil estudantes de 19.172 classes multisseriadas, que agregam alunos de diferentes idades, em 328 municípios.
O evento acontece no Hotel new áfrica e vai proporcionar as discussões sobre alfabetização e letramento. Para a professora Magnólia dos Santos, formadora do Escola Ativa, “a formação é importante para discutir, de forma mais crítica, as práticas educacionais realizadas nas escolas multisseriadas, para a melhoria do desempenho dos alunos que estão entre a 1ª e a 4ª séries do ensino fundamental”.
A proposta do Escola Ativa é reconhecer e valorizar todas as formas de organização social, por meio de uma metodologia de ensino específica para estudantes. “Nosso objetivo é criar condições para o estudante conhecer o contexto em que vive e não ter que se deslocar para a cidade a fim de estudar”, explica Lindomar Araújo, coordenador estadual da Educação no Campo da Secretaria da Educação do Estado da Bahia. Esta metodologia é baseada no levantamento de problemas da realidade local, relacionando-os aos conhecimentos teóricos para, assim, buscar soluções para as dificuldades enfrentadas no campo.
Escola Ativa é um programa do governo federal, desenvolvido em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Educação e, de acordo com Lindomar Araújo, “é um dos instrumentos de construção do sistema público estadual de Educação no Campo”.
“Há escolas com poucos alunos que não devem ser fechadas, porque elas são um dos últimos elementos que fazem com que a comunidade resista e permaneça na localidade”, exemplifica o coordenador, ao lembrar que o número de matrículas de alunos para abertura e manutenção de escolas segue o mesmo critério que o aplicado nas cidades.
A implantação obedece a orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. “Ela define que os sistemas de ensino observem e compreendam as dinâmicas próprias das comunidades rurais e que as escolas públicas possam se articular a realidade, sujeitos, saberes, tempos e espaços das comunidades”, comentaram Wagner Roberto do Amaral, chefe do Departamento da Diversidade da Secretaria.
“Estamos avaliando e discutindo como os prefeitos que é muito mais coerente e viável manter uma escola rural com uma proposta pedagógica adequada do que causar este deslocamento dos alunos, que causa inclusive índices de evasão significativos”, comentou o chefe da Diversidade ao lembrar das ações tomadas para sanar o problema. Em 2000 havia 2.725 estabelecimentos públicos municipais de educação rural. Este número diminuiu para 1.332 estabelecimentos ate 2010
Um comentário:
a ideia dos professores tiveram para ajudar alunos é demostração de ligação que existe entre africa e brasil.
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